quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Amor de alma

Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus - ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não.

De almas sinceras a união sincera
Nada há que impeça: amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera,
Ou se vacila ao mínimo temor.
Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante,
Cujo valor se ignora, lá na altura.
Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfange não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma para a eternidade.
Se isso é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.

sábado, 2 de dezembro de 2017

O AMOR IMPOSSIVEL

O amor impossível,
Que faz mais visível
Por dentro de mim...
Nos becos da alma,
Nos cantos da boca,
Nos sonhos enfim...

O amor não conhece
Não quer, nem merece...
No frio da razão...
Nos faz invencíveis,
Nos torna invisíveis
Na luz da paixão.

É a nossa história
Nosso romance...
Contado ao avesso,
Pagando os pecados,
Que não cometeu...

Do amor impossível,
O imprevisível
Conspira por nós...
De qualquer distância
Eu vejo os teus olhos,
E ouço a tua voz...

ROSA AFOGUEADA

Rosa afogueada,
é como o coracao da amada,
que me desperta o sentimento puro
e despedaça meu coracao duro,
me aquece por onde vou,
pelos caminhos de toda esta vida,
me revelando o verdadeiro amor
nesta triste lida;
e trazendo a lembrança de um dia,
quando vi sua imagem,
imponente como a anja da aurora,
vi ali a mais bela de todas as paisagens...
a que me traria a minha nova historia,
És toda afogueada,
que tirou-me das trevas,
da mais sofrida solidão...
libertou meu doido coração,
trouxe-me para viver por uma nova e última razao.

A rosa afogueada,
que esquentou-me do frio mortal,
eu que andava no caminho do.erro mais fatal;
me fez sentir a vida,
e trouxe-me para os olhos o brilho de um cristal,
razão para amar e ser amado...
um amor que jamais conheci igual!

domingo, 12 de novembro de 2017

E SE CHOVER?

E se chover?
eu me molho,
mas vou ai te ver!
Se chover...
eu me molho,
mas poderei estar ai
mesmo que me molhe,estarei com voce...
Se chover.. bem se chover,
eu brinco na chuva como crianca,
sorrindo e feliz, me lembrando,
daquela eterna e feliz esperanca...
E se chover...
e eu sentir a chuva na minha pele,
É porque estou vivo,
ei ainda sou humano...
pois no dia que chover
e eu nao mais é chuva sentir,
é por que já morri,
e acabou-se todas as alegrias,
e findou-se toda a fé,
e toda esperança se foi,
e eu serei apenas uma lembrança
que desaparecerá sempre ao final do dia,
pois na sepultura não há celebrações,
nem remorso e nem amor...
ali nada mais há
a não ser o fato do fim que chegou!

o amor

Fique o amor onde está; seu movimento
nas equações marítimas se inspire
para que, feito o mar, não se retire
de verdes áreas de seu vão lamento.

Seja o amor como a vaga ao vago intento
de ser colhida em mãos; nela se mire
e, fiel ao seu fulcro, não admire
as enganosas rotações do vento.

Como o centro de tudo, não se afaste
da razão de si mesmo, e se contente
em luzir para o lume que o ensolara.

Seja o amor como o tempo – não se gaste
e, se gasto, renasça, noite clara
que acolhe a treva, e é clara novamente.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Eterno momento de amor

Quando eu lembro daquele momento especial,
Daquele instante único e inesquecível...
Que juntos nos dois nos tornamos um!
Vivemos a magia de dois corpos que se misturam,
Duas bocas que se beijam,
E promovem Suspiros profundos...
Descobrindo o poder de seu corpo,
Sentindo a sua essência que me dominava,
Em minha boca todos os seus gostos,todos os seus prazeres...
Ali é aquele momento que nada mais importava...
Éramos o centro de nossas vontades,
O centro de nosso próprio universo...
O amor que não se continha,
e se soltava em uma linda magia...
O desejo que nos dominava sendo saciados...
Ah, se soubéssemos que ali seríamos um sonho de amor completo...
Um momento eternizado...
Um sorriso perfeito...
Um amor que se tornava real...
Uma história que tomava realidade...
Momentos que jamais serão esquecidos!
Sentimentos que para todo o sempre serão infinitos!
Para sempre... eternamente... infinitamente amo você!

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

HOMENAGEM AO DIA DAS CRIANÇAS


Criança, que passa, que brinca;


Que ri e que chora e que tem só amor


Vive,mas não conhece a vida


Pois, vive num sonho mui encantador


Paz, se reina em teu ser


És pureza mais linda,


Oh! CriançaAmor, sim vive o amor


Só isto que sabe, que pensas e que vê


Vida! É isto que tens


Amor, esperança, riqueza e bondade


Flor! Ès a rosa em botão


Tens em seu coração amor e paz
______________
Nossa homenagem à todas as
crianças na comemoração de seu dia!


ДЕТЯМ


Ребенок, проходя, спортивный;
Смеясь и плача, и он имеет только любовь
Живет, но не знаю, жизнь
Для живущих в очень прекрасной мечте
Мир царит в вашем существе
Вы более красивой чистота,
О! Ребенок ...
Любовь, да любовь живет
Только то, что вы знаете, вы думаете, и вы видите,
Жизнь! Это то, что у вас есть
Любовь, надежда, богатство и доброта
Цветок! Э.С. кнопку в розовом
Вы имеете в своем сердце любовь и мир







sábado, 23 de julho de 2016

LINDA HISTÓRIA DE AMOR: Após 63 anos juntos, casal de idosos morre no mesmo dia no Sul de SC

Fernando, de 82 anos estava em casa; Delinda, de 86, morreu no hospital.'Triste, mas estamos tranquilos por terem feito a passagem juntos', diz neta.



Delinda e Fernando tiveram dez filhos

“Onde tá a mãe?”, perguntou Fernando Biz a uma das filhas logo no amanhecer da última terça (19), ao dar pela falta da mulher, Delinda, sua companheira dos últimos 63 anos na casa que dividiam em Araranguá, no Sul de Santa Catarina.

Aos 82 anos, com Alzheimer e marca-passo, Fernando foi poupado de saber que a mulher havia sido internada na noite anterior, após sentir dores no peito. “A mãe foi tomar umas vitaminas, pode dormir descansado, que daqui a pouco ela tá boa”, disseram. Fernando tomou café, pediu uma blusa e voltou para a cama.

Pouco depois das 7h, a filha foi até o quarto levar os remédios, mas Fernando já não vivia mais. Seis horas mais tarde, chegava do hospital a notícia: Delinda Biz, 86 anos, também havia morrido.

 Um não soube do outro
Já com a saúde debilitada, os dois há alguns anos viviam sob os cuidados de uma filha. A notícia da morte do casal, no mesmo dia, sem que um soubesse do outro, foi um baque para a família – são dez filhos, 23 netos, 17 bisnetos e uma tataraneta. Mesmo para quem já havia presenciado a avó dizer, mais de uma vez, que eles iriam “embora juntos”.
“Nos últimos meses a gente chegava e dizia: mas que ‘nona’ forte! E ela dizia: ‘nós estamos bons agora, mas vamos embora juntinhos”, conta uma das netas do casal, a gerente de franquias Greysian Biz, de 37 anos. “Ela era muito sensata, sensitiva, via as coisas de longe.”
Festa da igreja
Rose Biz, filha do casal, conta que eles se conheceram na roça, em uma festa da igreja que frequentavam. “O pai casou com 19 anos. Era um homem de antigamente, como se diz, um pouco fechado e sisudo. Aprendeu a ser assim. Mas era carinhoso e amável”, recorda.
De dona Delinda, Rose diz ter ficado com o exemplo da humildade e do amor. “Ela não suportava ver ninguém na família de cara virada. Sempre muito positiva, podia sentir a mais forte dor e não reclamava”, conta.
“Sempre faziam tudo juntos, se a nona saía de perto ele já perguntava onde ela estava, era um cuidado muito grande”, lembra a neta.
Para a Greysian, a perda repentina dos dois avós foi triste, mas a família se apoia agora nas lembranças. “A gente não vai ter o nono pra jogar partidas dominó e canastra, que ele gostava, sentadinho com as mãos na cadeira, mexendo os dedos pra frente pra trás. A gente chegava a qualquer hora na casa deles e tinha pão com doce de leite que ela fazia, bolo de chuva, cuca. Ninguém vai fazer igual”, diz Greysian.
Não esqueceu da nona
Nos últimos tempos, mesmo com os problemas de saúde, conta a neta, o agricultor aposentado e a dona de casa ainda mantinham o carinho que os uniu durante tanto tempo. Às vezes, a neta chegava e ele demorava um tempo para reconhecer seu nome e seu rosto. “Mas a minha nona em momento algum ele esqueceu. Ele podia esquecer de qualquer pessoa, menos dela."

O casal foi velado na mesma capela. “Apesar de tudo, estamos todos muito tranquilos por terem feito a passagem juntos.”
Casal se conheceu em festa religiosa em zona rural no Sul de SC