domingo, 8 de dezembro de 2019

Sina


A vida corre depressa, num sopro.

Adormecido nos meus profundos sentimentos,  
Vivo as  dores que não posso evitar...
Na lucidez, mais uma vez a vida só me cansa;
Só quero esquecer de todos os parecer,
De todos os achismos,
Tudo que doeu...
Há milhares de palavras e textos para escrever; 
Presos como em um nó na garganta, que nada mais faz sentido.
De cada um pensamento contido,
não há um que passe despercebido por todos os lados o obsessivo!
Estou a atear fogo em cada pensar e fugir,
Caminhando pela vida á fora... dia após dia... 
destino que nem sei...
As vozes ecoam por cada parte do meu corpo, 
Pois já não há nada, só o eterno vazio...
Todos os dias no vai e vem da rotina,
no ônibus lotado,
no abraço apertado, 
do sorriso forçado, 
da felicidade que não existe, 
do tempo que passa, 
De tudo que há, mas ninguém nota.
Redesenhei toda uma história na qual eu não posso estar,
me vejo cumprindo o desejo egoista de não mais estar.
Para qur estar se nada mais tem importância?...
A ausênvia de mim mesmo não será sequer levada em alguma releváncia...
Eles ficaram bem sem mim, vão notar.
A falta do meu eu, me destrói. 
Já não sei mais o que estou, o que sou e porque?!
Rastejo durante todos os meus dias 
e tudo me trouxe a solidão, a tristeza de um ego que não me satisfaz mais...
De um ser que não encontra nada que o apraz!
É a vida que se tornou uma eterna sina...